Mulher é presa suspeita de integrar rede de exploração sexual infantil liderada por piloto

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A Polícia Civil de São Paulo prendeu, nesta terça-feira (10), uma mulher de 29 anos suspeita de integrar uma rede criminosa envolvida na exploração sexual de crianças e adolescentes. A prisão ocorreu na zona rural de Marataízes, no Espírito Santo, durante a segunda fase da Operação Apertem os Cintos.

A ação foi conduzida pela Polícia Civil de São Paulo, por meio da 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia, vinculada ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa. O cumprimento do mandado contou com apoio do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa.

Segundo as investigações, a mulher é suspeita de coautoria em crimes de estupro de vulnerável e exploração sexual infantil, além da produção, compartilhamento e comercialização de material de abuso sexual envolvendo menores.

Rede criminosa já teve outras prisões

De acordo com a Polícia Civil, a investigada faz parte da mesma organização criminosa que já levou à prisão de três mulheres em São Paulo e Guararema, além de um piloto de avião de 62 anos, apontado como líder do grupo.

Piloto de avião de 62 anos é apontado como líder do grupo. Foto: Reprodução/SSP-SP

As apurações identificaram conversas e elementos digitais que indicam a prática de crimes contra uma criança. Entre as evidências, há registros da produção, venda e envio de vídeos contendo abusos, que teriam sido encomendados pelo líder da rede criminosa.

Os investigadores também encontraram indícios de negociação financeira para encontros presenciais envolvendo a criança.

Criança foi localizada

A vítima, atualmente com três anos, foi identificada e localizada pelas autoridades. A criança está sob os cuidados de familiares e o Conselho Tutelar foi acionado para acompanhar o caso.

Durante o cumprimento do mandado de prisão, um celular foi apreendido e será submetido à perícia para auxiliar no avanço das investigações.

A suspeita foi encaminhada ao Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa, onde permanece à disposição da Justiça.

Operação continua

A Operação Apertem os Cintos integra um conjunto de ações estratégicas da Polícia Civil de São Paulo voltadas ao combate à exploração sexual de crianças e adolescentes.

Segundo a corporação, a cooperação entre forças policiais de diferentes estados tem sido fundamental para o avanço das investigações, especialmente em crimes praticados no ambiente digital.

As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos na rede criminosa.

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Passageiro é baleado após briga dentro de trem na Linha 8-Diamante em Jandira

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Um passageiro de 45 anos foi baleado na manhã desta segunda-feira (9) após uma briga dentro de um trem da Linha 8-Diamante, na Estação Sagrado Coração, em Jandira, na Região Metropolitana de São Paulo.

De acordo com informações preliminares, a discussão começou dentro de um dos vagões quando o trem seguia no sentido Itapevi, entre as estações Jandira e Sagrado Coração. Durante o desentendimento, um dos homens sacou uma arma e efetuou disparos contra o outro passageiro.

Ao menos dois tiros atingiram a vítima. Passageiros acionaram o botão de emergência, e o trem permaneceu parado na estação para atendimento.

A vítima recebeu os primeiros socorros ainda na plataforma por equipes da concessionária ViaMobilidade e estava consciente no momento do atendimento. Em seguida, foi encaminhada ao hospital por equipes de resgate. Até a última atualização desta reportagem, o estado de saúde do homem não havia sido informado.

Após os disparos, o suspeito fugiu do local pulando da estação e correndo pela linha férrea.

Em nota, a ViaMobilidade informou que a equipe da concessionária prestou atendimento imediato à vítima e acionou os serviços de emergência.

“A vítima recebeu os primeiros socorros imediatos pela equipe da concessionária na própria estação, encontra-se consciente e está sendo encaminhada ao hospital pela equipe de resgate. O autor do disparo fugiu pela via”, informou a empresa.

Equipes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros foram acionadas para atender a ocorrência. Segundo a PM, policiais realizaram buscas nas imediações com base nas características do suspeito, que até o momento não havia sido localizado.

Funcionários da concessionária relataram que o autor do disparo também seria passageiro do trem e teria atirado após discutir com a vítima dentro do vagão.

Por causa da ocorrência, a circulação de trens na Linha 8-Diamante chegou a ser interrompida por alguns minutos, mas foi normalizada em seguida.

O caso será investigado pela Polícia Civil, que apura as circunstâncias e a motivação da discussão que terminou com o disparo dentro do transporte público. A identidade dos envolvidos ainda não foi divulgada, e a reportagem pode ser atualizada a qualquer momento.

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Foto: Rafael Fonseca/Google Maps

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Roubos caem até 23% e reforçam queda da criminalidade em Santana de Parnaíba

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Santana de Parnaíba registrou uma queda expressiva nos índices de criminalidade, especialmente nos crimes contra o patrimônio. Levantamento divulgado pela Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU) aponta redução de 15,1% no total de ocorrências no comparativo entre os trimestres de novembro e dezembro de 2024 e janeiro de 2025 com o mesmo período de novembro e dezembro de 2025 e janeiro de 2026.

O recorte considera crimes que impactam diretamente a sensação de segurança da população, como roubos e furtos, além de delitos classificados como de maior potencial ofensivo.

Entre os principais indicadores, os crimes patrimoniais apresentaram quedas significativas. O número de roubos caiu 23,08% no período analisado. Já os casos de roubo de veículos registraram redução de 25%, enquanto o furto de veículos apresentou a maior queda, com recuo de 44,12%.

A análise isolada do mês de janeiro também confirma a tendência de redução. Na comparação entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026, o total geral de ocorrências diminuiu 10,39%, indicando estabilidade e controle dos índices de criminalidade no município.

De acordo com a Secretaria Municipal de Segurança Urbana, os crimes contra o patrimônio costumam impactar diretamente a população por atingirem bens conquistados ao longo de anos de trabalho. A queda nesses indicadores é considerada relevante para a percepção de segurança no dia a dia da cidade.

Os dados reforçam o cenário de redução gradual das ocorrências e apontam para a continuidade das ações de prevenção e monitoramento realizadas pelas forças de segurança no município.

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Foto: Fabiano Martins/PMSP

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De vítima de violência doméstica a voz do 190: a história da cabo Kátia na PM de SP

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Quase três décadas após sofrer agressões dentro de casa, a cabo da Polícia Militar Kátia Cilene se tornou uma das vozes responsáveis por atender pedidos de socorro no telefone de emergência 190 em São Paulo. A policial só reconheceu oficialmente que também havia sido vítima de violência doméstica ao participar, em 2023, do curso da Cabine Lilás, programa voltado ao atendimento especializado de mulheres em situação de violência.

A trajetória começou ainda na juventude. Aos 19 anos, grávida do primeiro filho, Kátia deixou Recife (PE) e se mudou para a capital paulista com o então marido. Impedida de trabalhar, passou a viver sob controle e violência psicológica dentro de casa.

“Eu achava normal, achava que precisava melhorar e que a culpa era sempre minha”, relembrou.

Determinada a mudar de vida, ela saiu escondida de casa em busca de emprego. Como a porta ficava trancada, precisou pular pela janela. No caminho até o centro da cidade, encontrou duas jovens que carregavam um jornal de classificados e disseram que fariam inscrição para a chamada “Polícia Feminina”, denominação usada na época para o ingresso de mulheres na corporação.

Com o dinheiro que tinha apenas para a passagem, Kátia decidiu se inscrever no processo seletivo e passou a se preparar em segredo para o concurso, temendo que o marido a impedisse de continuar.

Quando foi aprovada para ingressar na Polícia Militar, as agressões se intensificaram. Durante o curso de formação, que durou oito meses, ela conciliou os estudos com a rotina dos filhos e enfrentou restrições financeiras impostas pelo companheiro.

Nesse período, contou com a ajuda de familiares e também com o apoio de colegas da corporação. Uma companheira de turma costumava repetir um conselho que se tornou símbolo de resistência: deixar os problemas no armário, vestir o uniforme e seguir em frente.

Kátia concluiu a formação como a quarta colocada da turma e iniciou a carreira no Centro de Operações da Polícia Militar (Copom). Ao longo de 28 anos, tornou-se uma das vozes responsáveis por atender chamadas de emergência feitas ao 190.

Apesar de atuar diretamente no atendimento de vítimas, a policial levou décadas para reconhecer que também havia vivido o ciclo de violência doméstica. A compreensão veio apenas em 2023, durante o curso da Cabine Lilás, quando ouviu especialistas explicarem os padrões de abuso enfrentados por muitas mulheres.

“Eu me identifiquei e percebi que sofri tudo aquilo por anos”, contou.

A experiência pessoal passou a influenciar a forma como conduzia os atendimentos. Ao conversar com mulheres que relatavam situações de agressão, ela costumava fazer uma pergunta direta: “Você falou do seu marido, dos seus filhos, mas e você?”

Após quase 30 anos de carreira na Polícia Militar, Kátia hoje atua na formação de novos policiais. Ela ministra aulas de Tecnologia, Informação e Comunicação na Escola Superior de Soldados e também ensina Direitos Humanos no Comando de Policiamento de Choque.

Segundo a policial, o atendimento a emergências exige preparo técnico, mas também sensibilidade. “Quem liga para o 190 está em um momento de desespero. Às vezes é a única chance que aquela pessoa tem”, afirmou.

Ao relembrar a própria trajetória, Kátia evita romantizar a experiência, mas reconhece o caminho percorrido. “É uma ferida que fica. Mas, com todas as dificuldades, eu venci.”

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Prisões por violência doméstica crescem 31% em SP e passam de 18 mil em 2025

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A atuação das polícias Civil e Militar de São Paulo resultou na prisão de 18,5 mil agressores por violência doméstica em 2025. O número representa aumento de 31,2% em relação a 2024, quando 14,1 mil autores foram detidos no estado.

De acordo com o governo paulista, o avanço está relacionado ao reforço na fiscalização do cumprimento de decisões judiciais e à resposta mais rápida às denúncias. A estratégia busca interromper o ciclo da violência antes que os casos evoluam para situações mais graves.

Segundo o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, a integração das forças de segurança foi fortalecida com a consolidação do sistema SP Mulher, criado em 2023 para padronizar atendimentos e integrar dados.

“Em São Paulo, essa resposta ganhou novo impulso com a consolidação do SP Mulher, que fortalece a atuação conjunta das polícias Militar, Civil e Técnico-Científica desde o primeiro contato pelo 190 até o registro nas Delegacias de Defesa da Mulher”, afirmou.

Entre os recursos do sistema estão as Cabines Lilás no Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), além das Delegacias de Defesa da Mulher (DDM), salas DDM 24 horas e o atendimento digital por meio da DDM Online.

Dados da Secretaria da Segurança Pública indicam que ampliar os canais de denúncia é considerado essencial. Em 2025, o estado registrou 270 vítimas de feminicídio. Destas, 72% não tinham feito boletim de ocorrência anteriormente e apenas 22% haviam solicitado medida protetiva.

Para enfrentar esse cenário, o governo também ampliou o monitoramento eletrônico de agressores. O uso de tornozeleiras eletrônicas em casos de violência contra a mulher foi instituído em setembro de 2023. Desde então, 712 agressores já utilizaram o equipamento, sendo 189 monitoramentos ainda ativos.

O sistema também permitiu a condução de 211 autores às delegacias por descumprimento de medidas protetivas, dos quais 120 permaneceram presos.

Outra ferramenta é o aplicativo SP Mulher Segura, que reúne atualmente 45,7 mil usuárias. A plataforma já registrou 9,6 mil acionamentos do botão do pânico, com envio imediato de policiais por meio de georreferenciamento.

No estado, a rede de atendimento especializado também foi ampliada. São Paulo passou a contar com 142 Delegacias de Defesa da Mulher e 173 Salas DDM 24 horas, o que representa crescimento de 54% na estrutura dedicada ao atendimento de vítimas.

No âmbito da Polícia Militar, a Cabine Lilás permite que mulheres que ligam para o 190 sejam atendidas por policiais femininas capacitadas para prestar acolhimento e orientação imediata.

“As mulheres que recebem orientação pela Cabine Lilás acabam registrando o boletim de ocorrência. Esse é o primeiro passo para interromper o ciclo da violência”, explicou o coordenador operacional da PM, coronel Carlos Henrique Lucena.

Além das ações de segurança pública, o estado também oferece suporte social às vítimas. O programa estadual de Auxílio-Aluguel para Mulheres Vítimas de Violência Doméstica atendeu 5.247 mulheres entre março de 2025 e fevereiro de 2026, segundo a Secretaria de Desenvolvimento Social.

Atualmente, 585 municípios paulistas já aderiram ao benefício, que busca oferecer proteção e condições para que vítimas possam se afastar de situações de risco.

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Quadrilha trocava minérios nobres por pó de ferro em esquema milionário

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A Polícia Civil realizou nesta quinta-feira (5) uma operação contra uma associação criminosa suspeita de furtar minérios de alto valor que seriam exportados pelo Porto de Santos. Um homem de 40 anos foi preso em Suzano, na Grande São Paulo, e a Justiça determinou o bloqueio de cerca de R$ 15 milhões em bens, imóveis e contas bancárias ligados aos investigados.

A ação foi conduzida por policiais da 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG), da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic), vinculada ao Departamento de Polícia Judiciária do Interior 6 (Deinter-6). Segundo as investigações, o suspeito integra um grupo envolvido em crimes de furto qualificado, receptação e lavagem de dinheiro.

A operação, batizada de W74, cumpriu um mandado de prisão temporária e oito mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo, Cotia e Suzano.

As apurações começaram após a polícia identificar suspeitas de fraude na exportação de cargas de tungstênio e scheelita, minerais derivados do tungstênio e considerados de alto valor no mercado internacional. O prejuízo estimado com o esquema chega a aproximadamente R$ 9,3 milhões.

De acordo com a investigação, os criminosos adulteravam contêineres que transportavam os minérios nobres e substituíam a carga original por materiais de baixo valor comercial, como pó de ferro. Para evitar a identificação da fraude, o grupo trocava os lacres originais dos contêineres por lacres clonados.

Com isso, a violação da carga passava despercebida durante o transporte e só poderia ser percebida no destino final, na Alemanha, onde os minérios seriam entregues aos compradores.

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam três veículos e cerca de 3,6 toneladas de tungstênio. A Justiça também determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 15 milhões em bens relacionados aos investigados.

As investigações continuam para identificar outros integrantes da organização criminosa e esclarecer a extensão do esquema.

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Polícia descobre desmanche de motos roubadas em casa abandonada na zona norte de São Paulo

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Policiais da 1ª Delegacia de Investigações sobre Furtos e Roubos de Veículos (Divecar) localizaram, na terça-feira (3), um imóvel abandonado usado como desmanche de motocicletas roubadas e furtadas no bairro do Jaraguá, na zona norte da capital paulista.

A descoberta ocorreu após o sistema eletrônico de rastreamento indicar que o sinal de uma motocicleta roubada apontava para o endereço do imóvel. Com a informação, equipes da Divecar foram até o local e encontraram motos em processo de desmontagem, além de diversas peças espalhadas pelos cômodos.

Segundo o boletim de ocorrência, no interior da casa havia seis motores, sete quadros e vários conjuntos de chassis de motocicletas. A suspeita é que os veículos tenham sido roubados ou furtados recentemente na cidade de São Paulo e levados ao local para serem desmontados e ter as peças revendidas no mercado ilegal.

Durante a vistoria, os policiais também encontraram um adolescente de 15 anos em um dos cômodos do imóvel. A investigação aponta que ele pode ter participação no desmonte dos veículos.

O menor foi conduzido à delegacia, onde foi autuado por ato infracional equivalente ao crime de receptação de veículos.

O caso foi registrado no Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), que dará continuidade às apurações para identificar a origem das motocicletas e possíveis envolvidos no esquema.

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Foto: Arquivo/Reprodução/SSP-SP

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Pedidos de medida protetiva crescem 17,5% em SP e passam de 118 mil em 2025

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O estado de São Paulo registrou 118,6 mil pedidos de medidas protetivas de urgência em 2025, número que representa um aumento de 17,5% em relação a 2024. Os dados refletem a ampliação da rede de proteção às mulheres vítimas de violência e a expansão de canais para solicitação desse tipo de medida prevista na Lei Maria da Penha.

As medidas protetivas podem ser solicitadas pela própria vítima sem a necessidade de advogado. O pedido pode ser feito em delegacias físicas, na Delegacia Eletrônica, por meio da Defensoria Pública ou do Ministério Público. O estado também disponibiliza o aplicativo SP Mulher Segura, que permite o registro digital da solicitação.

A concessão das medidas é analisada pelo Poder Judiciário. Caso o pedido seja negado ou a decisão judicial seja descumprida, a orientação é que a vítima procure a Defensoria Pública para recorrer ou comunicar a violação.

Entre as determinações possíveis estão o afastamento do agressor do lar, a proibição de contato com a vítima e familiares e a suspensão do porte de armas. Normalmente, a Justiça estabelece uma distância mínima de 200 a 300 metros entre agressor e vítima.

Monitoramento com tornozeleira

São Paulo foi um dos primeiros estados do país a utilizar tornozeleiras eletrônicas para monitorar agressores que possuem medidas protetivas. Atualmente, cerca de 391 pessoas são monitoradas, sendo 207 por violência doméstica.

Desde a implantação do sistema, em setembro de 2023, 120 homens foram presos após descumprirem decisões judiciais e tentarem se aproximar das vítimas.

O estado possui 1.250 tornozeleiras destinadas a casos de violência doméstica, com monitoramento contínuo. Quando há violação da área determinada pela Justiça, o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) é acionado automaticamente, envia viaturas ao local e faz contato com a vítima.

Aplicativo e botão do pânico

Outra ferramenta da rede de proteção é o SP Mulher Segura, aplicativo que atualmente conta com 45,7 mil usuárias. Entre as funcionalidades está o botão do pânico, disponível para mulheres que já possuem medida protetiva.

Quando acionado, o sistema envia a localização da vítima para as forças de segurança por georreferenciamento. Até agora, foram registrados 9,6 mil acionamentos, com envio imediato de equipes policiais.

O aplicativo também cruza a localização da vítima com a do agressor monitorado por tornozeleira. Caso haja aproximação considerada de risco, um alerta é enviado automaticamente às autoridades.

Delegacias especializadas crescem

A rede de atendimento também foi ampliada. Desde 2023, o número de unidades especializadas cresceu 54%, chegando a 142 Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) e 170 salas de atendimento especializado distribuídas pelo estado.

Segundo dados da Secretaria da Segurança Pública, as ações de enfrentamento à violência contra a mulher também resultaram em mais prisões de agressores. Em 2025, foram registradas 14,2 mil detenções realizadas por DDMs, aumento de 30,2% em comparação com 2024, quando ocorreram 10,9 mil prisões.

A ampliação das estruturas e dos mecanismos de proteção ocorre no contexto das ações do governo estadual voltadas ao enfrentamento da violência doméstica, reforçadas especialmente durante o mês dedicado à conscientização sobre os direitos das mulheres.

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Arsenal é apreendido na casa de homem investigado por violência doméstica no interior de SP

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A Polícia Civil apreendeu seis armas de fogo e diversas munições na casa de um homem de 57 anos investigado por violência doméstica em Dracena, no interior de São Paulo. A ação ocorreu nesta terça-feira (3), no bairro Residencial Hosoume, após investigação conduzida pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) do município.

De acordo com a polícia, durante a apuração do caso os agentes identificaram que o suspeito armazenava armamento no imóvel. Com base nos elementos reunidos no inquérito, a Justiça autorizou o cumprimento de mandado de busca e apreensão domiciliar. A ex-companheira do investigado também obteve medida protetiva de urgência.

No local, foram apreendidas munições de diversos calibres, além de uma espingarda, duas carabinas, um rifle, um revólver e uma pistola. A diligência foi acompanhada pelo investigado e por duas testemunhas.

Segundo a Polícia Civil, o homem apresentou documentação que comprova registro como Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC). Ainda assim, a apreensão foi determinada judicialmente como medida preventiva, com o objetivo de preservar a integridade da vítima e reduzir possíveis riscos, conforme a legislação que trata da violência doméstica.

Após o cumprimento do mandado, o investigado compareceu à sede da Delegacia de Defesa da Mulher, acompanhado de advogado, onde prestou depoimento. O caso segue sob investigação.

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HB20 lidera lista dos carros mais roubados na Grande SP em 2025

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Os roubos e furtos de veículos na Região Metropolitana de São Paulo registraram queda de 11,6% em 2025. Entre janeiro e novembro, foram contabilizadas 44.456 ocorrências, contra 50.297 no mesmo período de 2024, segundo levantamento da Ituran Brasil com base em dados da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP).

A redução representa 5.841 casos a menos na comparação anual. O estudo também aponta mudança no perfil dos crimes. Do total de registros em 2025, 16,1% foram classificados como roubo — quando há violência ou grave ameaça — e 83,9% como furto, situação em que o proprietário geralmente só percebe o crime depois.

Apesar da queda geral, alguns modelos seguem entre os principais alvos de criminosos. O Hyundai HB20 aparece na liderança do ranking, com 2.216 ocorrências no período analisado. O modelo, que ocupava a sexta posição no levantamento anterior, saltou para o primeiro lugar em 2025.

Na sequência estão o Ford Ka, com 2.139 registros, e o Chevrolet Onix, com 2.081 casos. Completam a lista dos cinco veículos mais visados o Volkswagen Gol (1.868) e o Chevrolet Corsa (1.672).

O ranking dos dez carros com maior número de roubos ou furtos em 2025 inclui ainda Fiat Uno (1.661), Fiat Argo (1.454), Fiat Mobi (1.109), Volkswagen Fox (980) e Fiat Strada (972).

O levantamento considera dados oficiais da SSP-SP e consolida as ocorrências registradas na Grande São Paulo ao longo de 2025. Especialistas do setor de rastreamento e segurança veicular costumam apontar que modelos com maior frota circulante e ampla oferta de peças no mercado paralelo tendem a aparecer com mais frequência nesse tipo de estatística.

A queda nos índices ocorre em um cenário de monitoramento constante dos indicadores de segurança pública no estado, que periodicamente divulga balanços com dados consolidados de criminalidade.

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Imagem: Divulgação/Hyundai Brasil

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