Governo Federal reforça cuidado de saúde no RS com novo hospital de campanha e aumento de voluntários da Força Nacional do SUS

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O suporte emergencial para os gaúchos passa pela capacidade de atender com eficiência às demandas de saúde da população atingida pela tragédia climática no Rio Grande do Sul. No dia em que os atendimentos da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (FN-SUS) ultrapassaram 2,8 mil no estado, o Ministério da Saúde anunciou que o município de Novo Hamburgo receberá o quarto hospital de campanha da pasta e que a quantidade de voluntários da FN-SUS mais do que dobrará. 

O novo hospital de campanha contará com seis médicos, três enfermeiros e técnicos de enfermagem prestando atendimento 24 horas por dia. A unidade terá capacidade para 150 a 200 atendimentos diários. Além de Novo Hamburgo, outros três hospitais de campanha já foram instalados em Porto Alegre, Canoas e São Leopoldo. 

A partir desta segunda-feira (20), novos voluntários da Força Nacional do SUS chegarão ao estado. No início do trabalho da Força na região, em 5 de maio, a equipe contava com 100 profissionais. Com o reforço, esse número chegará a 202. A medida permitirá que equipes volantes, com médicos e enfermeiros, atuem simultaneamente em dez municípios prioritários. 

O Governo Federal também estrutura ações de médio e longo prazo que possam garantir mais segurança aos gaúchos diante da realidade das mudanças climáticas. Neste domingo, o ministro da Secretaria Extraordinária para Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul, Paulo Pimenta, deu entrevista coletiva pelo YouTube e falou sobre todas as frentes de trabalho do governo no estado.

Um dos pontos mencionados por Pimenta foi a preocupação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em antecipar problemas futuros, preparando o estado do Rio Grande do Sul para possíveis eventos climáticos extremos. “O presidente já encomendou estudo para soluções definitivas estruturais”, afirmou Paulo Pimenta, ao lembrar que países como Alemanha e Holanda têm expertise para ajudar na questão da modernização do sistema de diques. “O aeroporto de Amsterdã (Holanda) está abaixo do nível do mar”, recordou. 

Segundo o balanço deste domingo, atualizado pela Defesa Civil do Rio Grande do Sul às 18h, o número de municípios afetados no estado é de 463. São 76.955 pessoas em abrigos, 581.633 desalojados e 2,3 milhões de pessoas afetadas. Nas últimas 24 horas, houve registro de dois novos óbitos, elevando o número para 157 mortes. Há 806 feridos e 88 desaparecidos. O número de pessoas resgatadas supera 82,6 mil e o de animais resgatados, 12,2 mil.

Confira outras atualizações das frentes de trabalho do Governo Federal no Rio Grande do Sul: 

  • JUSTIÇA E SEGURANÇA PÚBLICA — O balanço do Ministério da Justiça e Segurança pública contabiliza, até as 18h deste domingo, considerando Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Força Nacional: 1.916 pessoas resgatadas, 10.459 pessoas assistidas, 186 animais resgatados e 8,6 toneladas de mantimentos transportados por via aérea. 
  • RODOVIAS – As interdições rodoviárias em rodovias federais concedidas relacionadas aos eventos climáticos aumentaram para 28, das quais 19 são totais e 9 são parciais. Caiu para 40 pontos os bloqueios em 6 rodovias federais (concedidas e não concedidas) e para 83 pontos os bloqueios em 49 rodovias estaduais. O Comando Rodoviário de Brigada Militar da PM/RS disponibilizou um mapa de rotas alternativas para acesso entre as regiões afetadas pelas chuvas. 
  • FERROVIAS– A Rumo Malha Sul (RMS) reportou 41 pontos de interdição causados por “fenômeno climático”. Ligação entre Santa Catarina e Porto Alegre mantém-se bloqueada. 
  • ENERGIA — Mais 16 mil clientes tiveram o religamento do fornecimento de energia nas últimas 24 horas pelas distribuidoras do Rio Grande do Sul Foram religados 369 mil clientes — porém, 192 mil clientes ainda continuam sem energia, em sua maioria por questões de segurança ou impedimento de acesso. 
  • ÁGUA – De acordo com o Centro de Operações Integradas da Corsan houve aumento considerável no número de imóveis abastecidos em Esteio, Sapucaia e Canoas, restando 29 mil sem água em Esteio e Sapucaia do Sul, e outros 39 mil em Canoas. No pico da cheia, há duas semanas, a companhia chegou a registrar 906 mil imóveis desabastecidos nas cidades que atende em todo o Estado. 
  • PORTOS – As unidades de Porto Alegre e Pelotas mantêm operações suspensas. Em Rio Grande, a operação segue normalmente. Em São José do Norte, o serviço de transporte de veículos voltou a operar normalmente, contudo, o transporte de passageiros continua suspenso em razão do aumento do nível da Laguna dos Patos.
  • IGUALDADE RACIAL – Interlocução com o Exército para a entrega de cestas básicas em comunidades quilombolas isoladas.

Leia também: Enem 2024 será aplicado nos dias 3 e 10 de novembro; veja como se inscrever


Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República – Foto: Gabriel Galli/MS

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Governo de SP entrega viaduto que liga a Rodovia Castello Branco a Osasco

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O governador Tarcísio de Freitas entregou, neste domingo (19), em Osasco, a conclusão das obras de construção do viaduto que permite um novo acesso ao município da Grande São Paulo a partir da Rodovia Castello Branco (SP-280). O empreendimento amplia a segurança viária na região e reforça a capacidade do Estado em promover desenvolvimento a partir da parceria com a iniciativa privada.

Essa ponte vai garantir uma melhora na mobilidade urbana, diminuir o tempo de viagem e dar mais segurança à população”, afirmou o governador, que ainda acrescentou: “Vamos continuar entregando obras que fazem a diferença na vida da população. O Estado de SP tem aproximadamente R$ 10 bilhões em investimentos só em estradas e o maior programa de concessão rodoviária do país. Isso significa melhorias na mobilidade e na infraestrutura.”

Participaram da cerimônia de entrega da obra viária o secretário de Parcerias e Investimentos, Rafael Benini, o diretor-geral da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), Milton Persoli, parlamentares estaduais e municipais, gestores, representantes da empresa concessionária, entre outras autoridades.

A construção do viaduto integrou as ações previstas em contrato de concessão entre o governo paulista e a empresa ViaOeste, que administra o Sistema Castello-Raposo. Ao todo, foram dois anos de obras realizadas pela concessionária e sob a fiscalização da Artesp. O empreendimento mobilizou R$ 232 milhões em investimentos e gerou cerca de 6 mil empregos diretos e indiretos no período.

Essa obra mostra como o nosso programa de concessões funciona e leva investimentos e mobilidade para as cidades”, afirmou Rafael Benini.

O novo acesso permite ao motorista sair da Rodovia Castello Branco, na altura do km 15, e acessar a Avenida Fauad Auada, no município de Osasco. A ponte conecta a marginal oeste da rodovia (sentido interior) com o município cruzando as pistas da Castello Branco, o rio Tietê e o Complexo Viário Maria Campos.

Além do viaduto, foram implantadas melhorias na pista expressa oeste da rodovia, com aplicação de nova sinalização e outros elementos de segurança viária, como defensas metálicas e barreiras rígidas.

Leia também: Salário mínimo paulista de R$ 1.640 proposto pelo Governo de SP é aprovado pela Alesp


Fonte: Governo de SP – Foto capa: Francisco Cepeda/Governo de SP

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Mega-sena acumula e sorteia R$ 37 milhões na próxima terça-feira

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Nenhuma aposta acertou as seis dezenas do concurso 2726 da Mega-sena, sorteado na noite de sábado (18). Com isso, o prêmio estimado para o próximo concurso, na terça-feira (21) é de R$ 37 milhões.

Os números sorteados no início da noite de ontem, em São Paulo, foram 27 – 45 – 49 – 53 0- 55 – 59.

A quina teve 48 apostas ganhadoras, e cada uma vai receber R$ 69.387. Já a quadra registrou 3.858 apostas vencedoras, e cada ganhador receberá um prêmio de R$ 1.233.

As apostas para o próximo concurso podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio, nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet.

O jogo simples, com seis dezenas marcadas, custa R$ 5.

Leia também: SP tem processo seletivo para mais de 250 vagas na capital e região metropolitana


Fonte: Ag. Brasil – Foto: Marcelo Camrago/Ag. Brasil

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Governo de SP envia 13,5 milhões de medicamentos para ajudar o RS

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O Governo de São Paulo, por meio da Secretaria da Saúde (SES-SP), enviou 13,5 milhões de unidades de medicamentos e outros 276,6 mil insumos de saúde para auxiliar o estado do Rio Grande do Sul, atingido fortemente pelas enchentes nas últimas semanas.

A secretaria enviou remédios como antibióticos, antitérmicos, diuréticos, analgésicos, corticóides, benzodiazepínicos, antidepressivos, anti-hipertensivos, além de insumos como ataduras, seringas, cateteres, luvas e máscaras, cedidos por 30 serviços de saúde estaduais e pela Furp (Fundação para o Remédio Popular).

Além dos medicamentos e insumos, a Secretaria de Estado da Saúde paulista encaminhará 150 cilindros de oxigênio. Os itens irão auxiliar no abastecimento das unidades hospitalares e socorro às vítimas.

Uma equipe do Grupo de Resgate da Secretaria foi enviada para o estado gaúcho para ajudar na logística dos atendimentos de saúde.

Outros serviços de saúde da Secretaria paulista também foram colocados à disposição do Rio Grande do Sul, como o laboratório do Instituto Adolfo Lutz, Instituto Butantan e o Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado (CVE).

“Unir o máximo de esforços nesse momento é fundamental para suporte ao estado. Cada doação é bem-vinda e ajuda a trazer esperança e acolhimento. Enviamos insumos considerados mais necessários neste momento para ajudar a população do Rio Grande do Sul, em articulação com o governo local, visando atender às vítimas e ajudar a salvar vidas”, afirma Eleuses Paiva, secretário de Estado da Saúde de São Paulo.

Leia também: Salário mínimo paulista de R$ 1.640 proposto pelo Governo de SP é aprovado pela Alesp


Fonte: TV Cultura – Foto: Arquivo/Ag. Brasil

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Salário mínimo paulista de R$ 1.640 proposto pelo Governo de SP é aprovado pela Alesp

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A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) aprovou, nesta terça-feira (14), o projeto de lei 301/2024 proposto pelo governador Tarcísio de Freitas que fixa em R$ 1.640 o valor do salário mínimo paulista. O novo piso representa um valor acima da inflação pelo segundo ano seguido e aumento acumulado de até 27,7% em relação ao piso estadual de 2022.

A proposta de reajuste do valor do salário mínimo paulista foi enviada à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) pelo Governo de SP em 30 de maio, com valor 16,1% acima do salário mínimo do Governo Federal, estabelecido em R$ 1.412 desde o início deste ano. Aprovado pelos parlamentares, o PL segue para sanção do governador Tarcísio de Freitas.

“Nosso agradecimento aos deputados estaduais pelo empenho e agilidade em aprovar o novo salário mínimo paulista. Desde 2023, nossa gestão tem o compromisso de promover mais dignidade para a população, e o aumento na remuneração tem impacto direto nesse propósito. Este foi um passo fundamental para que o salário de R$ 1.640 se torne realidade”, afirmou Tarcísio.

O piso estadual de R$ 1.640 é 5,8% mais alto que o valor estabelecido desde junho de 2023, de R$ 1.550. O reajuste proposto pelo Governo de São Paulo para 2024 também representa um aumento real em relação à inflação oficial acumulada dos últimos 12 meses, segundo o IBGE.

Em 2023, primeiro ano da atual gestão, o Palácio dos Bandeirantes propôs aumentos de 20,7% e 18,7% para as duas faixas existentes dos referenciais salariais, que eram de R$ 1.280 e R$ 1.306. A lei aprovada pela Alesp no ano passado também unificou o piso estadual para 70 categorias profissionais específicas que têm direito ao salário mínimo paulista.

Criado em 2007, o piso estadual permite que trabalhadores paulistas recebam remunerações acima do salário mínimo nacional. Os valores propostos pelo Governo do Estado levam em conta as condições de demanda de mão-de-obra e custo de vida em São Paulo, incorporando especificidades do mercado de trabalho local.

Leia também: Vereadores Hélio Junior e Allan Miranda hostilizam e tentam intimidar o prefeito Rubens Furlan


Fonte: Governo de SP – Foto: José Cruz/Ag. Brasil

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Rio Grande do Sul confirma 148 mortes pelas chuvas

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A Defesa Civil do Rio Grande do Sul confirmou mais uma morte decorrente das fortes chuvas que caem no estado, e o número de mortos chega a 148.

De acordo com o boletim atualizado ao meio dia desta terça-feira (14), o estado tem, ainda, 124 pessoas desaparecidas.

O total de desalojados pelas enchentes chega a quase 540 mil (538.545) pessoas. E os efeitos dos temporais já são sentidos por dois em cada dez moradores do Rio Grande do Sul. 

O mais recente boletim aponta que 2.124.203 de pessoas são afetadas pelas chuvas, do total de 10,88 milhões de habitantes do estado, conforme apurado no Censo Demográfico 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o que corresponde a 19,47% da população.

Em todo o estado, 89,7% do total de 497 municípios sofrem direta ou indiretamente com as consequências dos eventos climáticos. O número chega a 446 cidades atingidas.

Nesta manhã, os mais de 700 abrigos criados no estado acomodavam 76.884 pessoas que tiveram que abandonar seus imóveis temporariamente ou em definitivo, devido ao comprometimento das estruturas locais ou falta de acesso. O número é ligeiramente inferior ao número de pessoas que estavam em alojamentos nesta segunda-feira (13), conforme o boletim das 18h, divulgado pela Defesa Civil estadual. Naquele momento, eram 77.405 pessoas fora de suas casas.

Leia também: Enem 2024 será aplicado nos dias 3 e 10 de novembro; veja como se inscrever


Fonte: Ag. Brasil – Foto: ICICT/Fio Cruz

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Pesquisa Quaest: 31% afirmam que receberam alguma notícia falsa sobre a tragédia no RS

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31% dos brasileiros ouvidos pela pesquisa Quaest afirmam ter recebido uma fake news relacionada à tragédia no Rio Grande do Sul.

Por outro lado, 69% declaram não ter visto nenhuma notícia falsa sobre as fortes chuvas que atingem o estado há alguns dias, o que pode ter ocorrido em alguns casos sem o reconhecimento deles.

Aqueles que receberam alguma informação inverídica, foram questionados quais meios de propagação foram utilizados. No geral, grupos de WhatsApp (35%) lideram o ranking, seguidos por amigos (24%) e algum político (11%).

Quem enviou a notícia falsa?

  • Grupos de WhatsApp: 35%;
  • Amigos: 24%;
  • Político: 11%;
  • Colega de trabalho: 11%;
  • Prima (o), Tio (a), avô, avó: 10%;
  • Pai, mãe, irmã (o): 4%;
  • Marido, esposa, filho (a): 4%;
  • Outros: 1%.

O levantamento ouviu 2.045 pessoas em 120 municípios, entre os dias 2 e 6 de maio. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Leia também: Número de mortes causadas pela leptospirose no Brasil cresce 44% em três anos


Fonte: TV Cultura – Foto: Michel Corvelho/Prefeitura de Pelotas-RS

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Número de mortes causadas pela leptospirose no Brasil cresce 44% em três anos

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número de mortes causadas pela leptospirose no Brasil cresceu 44% em três anos. Dados levantados pelo Ministério da Saúde apontam que, enquanto 195 pessoas faleceram em decorrência da doença em 2020, ela vitimou 281 cidadãos em 2023.

A leptospirose é uma doença infecciosa, que, por sua vez, é transmitida pela urina de ratos que têm a bactéria Leptospira. São contaminadas as pessoas que tiverem contato direto ou indireto com a excreção dos animais doentes.

Ou seja, uma região tomada por enchentes – fenômeno que tem sido cada vez mais comum em diversos locais do país – tende a observar um aumento na quantidade de infecções. 

A doença em questão não é considerada de alta letalidade, mas pode levar o paciente a óbito quando desenvolvida de forma mais grave. Até o mês de abril, o Brasil registrou 734 casos e 72 mortes neste ano.

Leia também: Das 441 cidades em calamidade no RS, só 69 pediram recursos federais


Fonte: TV Cultura – Foto: Unsplah

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Das 441 cidades em calamidade no RS, só 69 pediram recursos federais

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O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, disse em entrevista à imprensa neste sábado (11) que ainda é pequeno o número de municípios gaúchos que buscaram recursos emergenciais federais para cuidar das pessoas afetadas pelas chuvas e enchentes que assolam o Rio Grande do Sul desde o fim de abril. Góes e outros ministros apresentaram números que incluem também comunidades indígenas da região.

“Temos 441 municípios em situação de calamidade. Logicamente que, até que seja feito o refinamento dessa classificação, nós imaginávamos que pelo menos 300 solicitassem algum tipo de recurso, mas apenas 69 solicitaram. Aprovamos sumariamente e já liberamos recursos”, disse o ministro neste sábado (11), durante coletiva de imprensa no RS.

Flexibilização de regras

Diante da situação, o governo federal flexibilizou, por meio de uma portaria, as regras para o recebimento de recursos pelos municípios afetados. “Sabemos que muitos prefeitos estão focados nas ações de resgate. Compreendemos isso, de forma a possibilitar que eles recebam a ajuda enquanto reúnem as informações para o plano de trabalho de ajuda humanitária”, disse.

Segundo o ministro, basta um “simples ofício” enviado ao Ministério da Defesa Civil Nacional, juntando apenas o decreto do governo do estado, reconhecendo a calamidade. “Se o município tem até 50 mil habitantes, a gente adianta logo R$ 200 mil. Se tem até 100 mil, adiantamos R$ 300 mil. Se tiver acima de 100 mil, a gente adianta R$ 500 mil para, rapidamente, comprarem água, cestas básicas; para cuidar das pessoas que estão no abrigo”.

De acordo com o ministro, há 445 municípios afetados no estado; 71.398 pessoas em abrigos; 339.928 desalojados; 74.153 ações de salvamento de pessoas; 136 óbitos; 756 feridos; 125 desaparecidos; e 135 bloqueios em vias. Mais de 2 milhões de pessoas foram afetadas.

Comunidades indígenas

A ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, disse que, até o momento, há um total de 9 mil famílias atingidas nas 214 comunidades indígenas que vivem em todo o estado. “Destas, 110 foram atingidas diretamente, totalizando 30 mil pessoas indígenas”, disse.

Segundo a ministra, o governo federal garantiu a entrega de cestas básicas para todas essas famílias. “São 9 mil cestas garantidas, com entregas quinzenais para cada uma dessas famílias atingidas”.

Ela acrescentou que os conhecimentos dos povos indígenas têm sido utilizados nos planos nacionais voltados à prevenção de desastres, tanto para os trabalhos de reconstrução como de prevenção.

Esses desastres estavam já previstos. Uma das principais medidas a serem adotadas é a de acelerar o combate ao desmatamento. Não apenas na Amazônia, mas em todos os biomas brasileiros. Inclusive no cerrado porque, quando se reduziu o desmatamento na Amazônia, aumentou o desmatamento no cerrado. O desmatamento desenfreado é uma das formas e das causas principais que resultaram nesses desastres de enchentes e secas”, disse a ministra indígena.

Marinha e Força Nacional

Também na coletiva de imprensa, o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Paulo Pimenta, destacou a chegada, no município de Rio Grande, do Navio Aeródromo Multipropósito Atlântico, da Marinha.

São 1.350 militares, 154 toneladas de donativos, duas estações de tratamento de água com capacidade de produzir 20 mil litros de água potável por hora, 38 viaturas, 24 embarcações e três helicópteros. Trata-se da mais importante presença da Marinha Brasileira. É o nosso navio mais importante”, disse o ministro.

Ele acrescentou que a Força Nacional ampliará sua atuação no estado, com a chegada, na próxima semana, de mais 300 integrantes. “Eles atuarão também no trabalho de segurança dos abrigos. Com isso, iremos a 417 integrantes da Força Nacional de segurança no Rio Grande do Sul. Ao todo, são 1,5 mil integrantes ligados ao Ministério da Justiça, entre Polícia Rodoviária Federal, Polícia Federal e Força Nacional de Segurança”, complementou.

Leia também: Enchentes no Rio Grande do Sul: aproximadamente 1,7 milhão de pessoas já foram afetadas


Fonte: Ag. Brasil – Foto: Gustavo Mansur/Palácio Piratini

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Enchentes no Rio Grande do Sul: aproximadamente 1,7 milhão de pessoas já foram afetadas

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Cerca de 1,7 milhão de pessoas já foram afetadas pelas chuvas e enchentes que acometem o Rio Grande do Sul desde a semana passada. 

O boletim divulgado na tarde da última quinta-feira (9) pela Defesa Civil do estado mostra que os números de mortos e feridos em decorrência das chuvas que atingem o estado atualmente subiram para 107 374, respectivamente. A mais recente atualização também aponta que há 136 desaparecidos.

Enquanto desabrigados são 67.563, desalojados somam 165.112. Ou seja, mais de 332 mil pessoas tiveram que deixar suas casas

Enquanto os desalojados são pessoas que, após um desastre, seguem para a casa de um parente ou um amigo, os desabrigados são aqueles que precisam se deslocar a um abrigo público ou privado.

Leia também: Caramelo, cavalo que ficou ilhado em telhado de casa no Rio Grande do Sul, é resgatado


Fonte: TV Cultura – Foto: Gustavo Mansur/Palácio Piratini

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