Programa prevê uma rede voluntária de moradores, comerciantes e lideranças para identificar situações de risco e combater o isolamento social
A Câmara Municipal de Barueri aprovou, na sessão de terça-feira (11), o Programa Vizinhança Amiga do Idoso, iniciativa voltada à população com mais de 60 anos que pretende criar uma rede comunitária de apoio, integração social e identificação de situações de risco.
A proposta está prevista no Projeto de Lei 21/2026 e estabelece mecanismos para aproximar moradores, comerciantes e lideranças comunitárias das pessoas idosas, ampliando a possibilidade de identificação de casos que possam exigir a atuação dos órgãos públicos.
Entre as situações que poderão ser identificadas pela rede estão abandono, negligência, violência, insegurança alimentar e problemas de saúde. A proposta também busca reduzir o isolamento social e estimular a criação de vínculos entre os idosos e a comunidade onde vivem.
Segundo o projeto, a participação da população será voluntária. A ideia é que moradores, comerciantes e lideranças possam atuar como uma rede de apoio solidária, contribuindo para perceber situações que eventualmente passem despercebidas pelo poder público ou pela própria família.
O programa também prevê o estímulo à comunicação de casos de maus-tratos aos órgãos públicos competentes e a divulgação, pelos canais oficiais do município, de informações sobre atividades, programas e serviços destinados à população idosa.
Rede comunitária
De acordo com o autor da proposta, vereador Thiago Rodrigues (PSB), a iniciativa parte da necessidade de ampliar a participação da sociedade no cuidado com a população idosa diante do processo de envelhecimento da população.
“Sabemos que nosso país está em um processo de envelhecimento, e cada vez mais teremos gente da terceira idade em nosso convívio. Então precisamos olhar com cuidado, carinho e atenção para essas pessoas”, afirmou o parlamentar.
Para colocar a iniciativa em prática, o projeto prevê que a Prefeitura poderá contar com a colaboração de instituições públicas e privadas, conselhos municipais, associações de bairro e entidades que atuem na defesa dos interesses da pessoa idosa.
A proposta aprovada pelo Legislativo, portanto, busca criar uma estrutura de apoio que não dependa exclusivamente dos serviços públicos. A participação de pessoas que convivem diariamente com os idosos pode ajudar a identificar mudanças de comportamento, situações de abandono ou outras circunstâncias que indiquem a necessidade de intervenção.
O texto aprovado pela Câmara ainda deverá seguir os procedimentos previstos para que a iniciativa possa ser efetivamente implantada pelo município.
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