SUS testa caneta emagrecedora em pacientes com obesidade grave

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Estudo acompanha 250 pacientes com obesidade grave ou associada a outras doenças para avaliar se a semaglutida pode reduzir a necessidade de cirurgia e outros riscos à saúde.

Enquanto o debate sobre a chegada das chamadas “canetas emagrecedoras” ao Sistema Único de Saúde (SUS) ganha espaço, o Ministério da Saúde iniciou uma etapa que pode ser decisiva para definir como esses medicamentos serão utilizados na rede pública.

Desde junho, o Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre, acompanha pacientes com obesidade grave ou associada a outras doenças que têm indicação para cirurgia bariátrica. O estudo, chamado Real-Bari, utiliza semaglutida, um dos medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP-1, e deve acompanhar cerca de 250 pacientes.

A principal questão é saber se o tratamento medicamentoso consegue produzir uma resposta clínica suficiente para mudar a trajetória de parte desses pacientes, inclusive aqueles que estão na fila para a cirurgia bariátrica.

O estudo também pretende avaliar aspectos clínicos, operacionais e econômicos do tratamento para verificar como uma eventual utilização desses medicamentos poderia ser aplicada na realidade do SUS. Os primeiros resultados mais amplos são esperados para 2027.

Primeiro paciente perdeu 6 kg

O Ministério da Saúde apresentou o caso do primeiro paciente que recebeu a semaglutida dentro do protocolo do GHC. Segundo o ministro Alexandre Padilha, o paciente estava na fila para cirurgia bariátrica e perdeu 6 quilos, além de apresentar redução da circunferência abdominal.

O ministro também relatou que o paciente afirmou ter mudado hábitos de vida, passando a realizar mais atividades físicas. O resultado, porém, é uma observação inicial e não representa, isoladamente, a conclusão do estudo.

O acompanhamento de 250 pessoas permitirá avaliar os efeitos do tratamento de maneira mais ampla e estabelecer critérios para o acompanhamento médico dos pacientes.

O que o SUS está tentando descobrir

A estratégia não se resume à perda de peso.

Entre os pontos que serão avaliados estão a possibilidade de controlar casos graves de obesidade, reduzir a necessidade de cirurgia bariátrica e verificar eventuais impactos sobre outras condições associadas à obesidade.

O Ministério da Saúde também aponta que o estudo avaliará aspectos econômicos e operacionais. Isso é relevante porque a eventual oferta em escala nacional depende não apenas da eficácia clínica, mas também de critérios de indicação, acompanhamento e sustentabilidade para o sistema público.

Canetas ainda não são oferecidas de forma ampla pelo SUS

Apesar dos anúncios sobre a preparação da oferta, as canetas à base de GLP-1 ainda não fazem parte de uma distribuição ampla e regular pelo SUS.

Em julho, o Ministério da Saúde informou que a semaglutida ainda estava sob análise da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec). Naquele momento, a pasta destacou que os medicamentos da classe ainda não eram oferecidos pelo SUS de forma geral.

A Conitec já analisou anteriormente uma proposta específica para utilização da semaglutida em pacientes com obesidade grau II e III, sem diabetes, com 45 anos ou mais e doença cardiovascular estabelecida. A recomendação publicada em 2025 foi pela não incorporação para aquela indicação específica.

Isso significa que a experiência atualmente conduzida pelo GHC é especialmente relevante para a discussão sobre quais pacientes poderão ser beneficiados e em quais condições caso a tecnologia venha a ser incorporada ao SUS.

Produção nacional também entra na estratégia

Paralelamente ao estudo clínico, o governo federal trabalha para ampliar a oferta de medicamentos da classe GLP-1 no mercado brasileiro.

Segundo o Ministério da Saúde, a estratégia estimulou empresas a apresentar projetos para produção nacional de canetas com esses princípios ativos. A pasta afirma que a entrada de novos produtos contribuiu para aumentar a concorrência e já resultou em medicamentos registrados com preços até 70% menores.

A redução dos preços é considerada pelo governo um dos fatores necessários para ampliar o acesso e viabilizar uma eventual incorporação desses medicamentos ao sistema público.

Por enquanto, portanto, a principal notícia não é apenas que as chamadas canetas emagrecedoras poderão chegar ao SUS. O que está em teste é uma nova estratégia para tratar pacientes com obesidade grave e avaliar se, em determinados casos, o medicamento pode evitar ou adiar uma cirurgia bariátrica.

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Santo André amplia vacinação de bebês após caso de sarampo

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Dose zero da tríplice viral passa a ser aplicada em crianças de 6 a 11 meses e 29 dias; São Paulo já soma 36 casos confirmados neste ano.

Bebês de 6 a 11 meses e 29 dias que vivem em Santo André, no ABC Paulista, passam a receber a chamada dose zero da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola.

A estratégia foi adotada após a confirmação de um caso de sarampo no município e tem como objetivo ampliar a proteção de uma faixa etária mais vulnerável às complicações da doença.

A medida ocorre em meio ao aumento de casos de sarampo no Estado de São Paulo. Até o momento, são 36 casos confirmados em 2026, sendo 32 na capital, dois em São Bernardo do Campo, um em Guarulhos e um em Santo André.

Dose não substitui vacinação de rotina

A dose aplicada aos bebês menores de 1 ano é uma estratégia adicional de proteção e não substitui as doses previstas no Calendário Nacional de Vacinação.

A orientação de vigilância epidemiológica prevê a aplicação da tríplice viral em crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias em situações de bloqueio vacinal. Nesses casos, a dose não é considerada válida para o esquema de rotina, sendo necessário seguir posteriormente o calendário regular.

Na vacinação de rotina, a tríplice viral faz parte da proteção oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A Prefeitura de Santo André também orienta que responsáveis levem a carteira de vacinação da criança ao procurar uma unidade de saúde.

Sarampo exige atenção

O sarampo é uma doença altamente transmissível e pode provocar complicações, principalmente em crianças pequenas. A ampliação temporária da vacinação busca reduzir o risco de transmissão após a identificação de um caso no município.

A estratégia adotada em Santo André também ocorre em um momento de atenção para a circulação da doença no Estado, com registros concentrados principalmente na capital paulista.

Para os pais e responsáveis, a recomendação é manter a carteira de vacinação atualizada e procurar uma unidade de saúde para receber orientação sobre a estratégia adotada no município.

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Bets chegam cada vez mais cedo à vida dos jovens

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Relatos de grupos de apoio incluem adolescentes de 14 anos; pesquisas apontam início precoce das apostas e impactos sobre endividamento e educação.

As apostas online estão chegando cada vez mais cedo à vida dos jovens e já levam adolescentes a procurar ajuda para tentar interromper o comportamento compulsivo. Segundo Luiz Carlos, integrante da irmandade Jogadores Anônimos, há relatos de pessoas de 14 anos que chegaram ao grupo acompanhadas por profissionais de saúde.

“Hoje quem chega à irmandade é muito jovem. Já chegou até de 14 anos acompanhado pelo psiquiatra. Mas chegam jovens de 15, 16, 19, 20 anos, até 30, 35 anos”, relata.

O avanço das apostas pelo celular facilita o acesso às plataformas e amplia a exposição de crianças e adolescentes. Dados citados pela Agência Brasil apontam que uma em cada cinco pessoas no mundo começa a apostar online até os 11 anos. A partir dos 12 anos, o percentual chega a 78%, segundo dados do Unicef de 2021.

No Brasil, uma pesquisa divulgada neste ano pela Frente Parlamentar Mista de Educação, com 1.912 estudantes dos ensinos fundamental e médio, indicou que 9,5% fizeram a primeira aposta aos 11 anos. Entre os alunos do terceiro ano do ensino médio entrevistados, quase metade afirmou já ter feito apostas.

Quando a aposta passa a controlar a rotina

A história de Gustavo Pereira mostra como o problema pode evoluir. Aos 24 anos, ele conta que começou a apostar online aos 18 e, ao longo de seis anos, perdeu cerca de R$ 500 mil.

Segundo Gustavo, houve momentos em que conseguiu transformar R$ 10 mil em centenas de milhares de reais, mas também perdeu os valores acumulados. Com o tempo, afirma que passou a perder a dimensão do dinheiro e a pensar cada vez mais nas apostas.

“Eu dormia pensando em apostar e acordava pensando em apostar”, relata.

Atualmente, Gustavo diz estar há cerca de dois meses sem apostar e tenta reconstruir a vida trabalhando com a venda de café nas ruas de Lages, em Santa Catarina. Ele também mantém um perfil nas redes sociais no qual compartilha a rotina de trabalho e a tentativa de evitar recaídas.

A psicóloga Mariana Kehl, membro da Sociedade Brasileira de Psicologia, explica que adolescentes são mais vulneráveis a estímulos relacionados à recompensa porque as estruturas cerebrais responsáveis pelo controle dos impulsos e pela avaliação de riscos ainda estão em desenvolvimento.

“O adolescente sente intensamente o prazer de ganhar uma aposta, mas ele, em contrapartida, ainda não dispõe do aparato para frear o impulso da aposta seguinte”, afirma.

O cassino dentro do celular

Para quem acompanha o problema há décadas, a principal mudança está na facilidade de acesso.

Luiz Carlos, de 71 anos, conta que começou a jogar na década de 1980, quando frequentava estabelecimentos com máquinas de videopôquer. Segundo ele, era necessário sair de casa para jogar.

Hoje, afirma, o cenário é diferente: “Você carrega um cassino dentro do seu bolso”.

A avaliação é compartilhada por outros frequentadores dos Jogadores Anônimos. Carla Xavier, Rogério e Rodrigo relatam períodos de afastamento das apostas, mas também descrevem as consequências financeiras provocadas pela compulsão.

Carla afirma que o grupo tem recebido pessoas já profundamente endividadas e em situações de grande sofrimento. Segundo ela, o acesso permanente às plataformas fez esse tipo de situação crescer.

Apostas também afetam orçamento e estudos

O impacto das bets não aparece apenas nos relatos de dependência. Um relatório do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) citado no levantamento aponta que pelo menos 24 milhões de brasileiros apostaram em bets em 2024, e quase metade ficou endividada.

Para o diretor do IBICT, Tiago Braga, a aposta online não deve ser tratada como investimento, mas como gasto. Segundo ele, quanto mais recursos são destinados às apostas, menor é a disponibilidade de dinheiro para despesas e projetos pessoais.

Os reflexos também chegam à educação. Pesquisa da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) apontou que 34% dos entrevistados disseram que precisariam deixar de gastar com apostas para conseguir iniciar uma graduação em 2026.

Entre estudantes que já estavam no ensino superior, 14% afirmaram ter atrasado mensalidades ou trancado o curso por causa dos gastos com bets. Outros 34% disseram ter deixado de investir em cursos, idiomas ou outras formas de aprendizado.

O diretor-geral da ABMES, Paulo Chanan, afirma que os dados não permitem generalizar o comportamento dos jovens, mas mostram que, para uma parcela dos entrevistados, o dinheiro destinado às apostas interfere em decisões relacionadas à educação.

Menores de 18 anos não podem apostar

O ambiente digital também passou a ter novas regras de proteção para crianças e adolescentes. O Estatuto Digital da Criança e do Adolescente, conhecido como ECA Digital, entrou em vigor em março de 2026 e estabeleceu novas medidas para ampliar a proteção de menores no ambiente virtual.

Entre as regras está a proibição de apostas online para menores de 18 anos. O texto também prevê mecanismos de verificação de idade e amplia as responsabilidades relacionadas à proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital.

O advogado especialista em direito digital Felipe Moreira destaca que a mudança busca superar o modelo anterior, no qual a confirmação da idade podia depender apenas da informação digitada pelo próprio usuário.

A psicóloga Mariana Kehl também chama atenção para a publicidade feita por influenciadores. Segundo ela, quando uma aposta é apresentada por uma pessoa acompanhada diariamente pelo jovem, a mensagem pode ser percebida mais como recomendação do que como publicidade tradicional.

O desafio, portanto, envolve mais do que impedir o acesso de menores às plataformas. Os relatos e pesquisas citados apontam para uma questão que envolve educação financeira, saúde, comportamento, regulação e prevenção.

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Eduardo Bolsonaro é demitido da PF por abandono de cargo

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Portaria publicada nesta segunda-feira (21) aponta mais de 30 dias consecutivos de faltas injustificadas; ex-deputado estava afastado da PF para exercer mandato parlamentar.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública demitiu Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal por abandono de cargo. A decisão foi publicada nesta segunda-feira (21) no Diário Oficial da União e tem como base um processo administrativo disciplinar que concluiu pela ocorrência de mais de 30 dias consecutivos de faltas injustificadas.

Segundo a portaria, a penalidade foi aplicada com base na legislação que prevê a demissão em casos de abandono de cargo.

Eduardo Bolsonaro integrava o quadro da Polícia Federal e estava afastado da função para exercer o mandato de deputado federal por São Paulo. A Câmara dos Deputados declarou a perda do mandato parlamentar em dezembro de 2025, após o então deputado deixar de comparecer a pelo menos um terço das sessões deliberativas da Casa.

Retorno à Polícia Federal

Após a perda do mandato, a Polícia Federal publicou ato determinando o encerramento do afastamento para exercício de mandato eletivo, com efeitos retroativos a 19 de dezembro de 2025, e o retorno de Eduardo Bolsonaro às atividades como escrivão.

A medida, no entanto, não resultou na retomada das atividades funcionais. O processo administrativo disciplinar que fundamentou a demissão concluiu pela existência de faltas injustificadas por período superior a 30 dias consecutivos.

Eduardo Bolsonaro havia ingressado na Polícia Federal como escrivão e exerceu a função em unidades de Guajará-Mirim (RO), Guarulhos, São Paulo e Angra dos Reis antes de assumir o mandato parlamentar.

STF também havia determinado perda do cargo

A demissão publicada pelo Ministério da Justiça ocorre em um contexto em que o Supremo Tribunal Federal também determinou a perda do cargo público de Eduardo Bolsonaro.

Em junho de 2026, a Primeira Turma do STF condenou o ex-deputado a quatro anos e dois meses de prisão, em regime inicial semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo. Na mesma decisão, o colegiado determinou a perda do cargo de escrivão da Polícia Federal.

O processo teve novo julgamento virtual concluído em 18 de setembro, quando a Primeira Turma rejeitou os embargos apresentados pela defesa. A decisão anterior permaneceu registrada no processo.

A decisão do STF também determinou a comunicação ao Tribunal Superior Eleitoral para fins de inelegibilidade, conforme os termos estabelecidos no julgamento.

Atuação nos Estados Unidos

Eduardo Bolsonaro deixou o Brasil em março de 2025 e passou a viver nos Estados Unidos. Durante o período, segundo a decisão do STF, o ex-deputado atuou para pressionar instituições brasileiras por meio de medidas adotadas pelo governo norte-americano.

Entre os episódios analisados no processo estão a articulação relacionada a tarifas sobre produtos brasileiros, a revogação de vistos de autoridades brasileiras e a aplicação de sanções previstas na Lei Magnitsky.

Segundo o STF, essas ações tinham como objetivo interferir no andamento do processo relacionado à tentativa de golpe de Estado e no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A demissão publicada nesta segunda-feira, porém, tem como fundamento específico o processo administrativo disciplinar por abandono de cargo, e não a condenação criminal do STF.

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Grande SP tem alerta para chuva forte até quarta-feira

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Defesa Civil prevê acumulados de até 90 mm na Região Metropolitana entre segunda (21) e quarta-feira (23), com risco de alagamentos, enxurradas e deslizamentos.

A Defesa Civil do Estado de São Paulo renovou o alerta para chuvas fortes entre esta segunda-feira (21) e quarta-feira (23). Na Região Metropolitana de São Paulo, os acumulados previstos podem chegar a 70 a 90 milímetros no período.

A previsão indica que as condições devem mudar ao longo dos próximos dias. Nesta segunda-feira, as pancadas devem ocorrer principalmente nas faixas sul, central e leste do Estado, com intensidade moderada.

A partir de terça-feira (22), as instabilidades devem ganhar força e abrangência. A previsão é de chuva mais intensa e generalizada na terça e na quarta-feira, acompanhada de raios, rajadas de vento e possibilidade de queda pontual e isolada de granizo.

Região Metropolitana está entre as áreas com maior volume previsto

Além da Região Metropolitana, a Defesa Civil prevê acumulados de 70 a 90 mm para a Baixada Santista e o Litoral Norte.

Em outras regiões do Estado, como Serra da Mantiqueira, São José dos Campos, Campinas, Sorocaba, Registro, Itapeva, Marília, Bauru, Presidente Prudente, Araraquara, São José do Rio Preto, Araçatuba, Barretos, Franca e Ribeirão Preto, os volumes esperados ficam entre 50 e 70 mm.

Para os municípios da região Oeste da Grande São Paulo, como Osasco, Barueri, Carapicuíba, Jandira, Itapevi, Cotia, Cajamar e Santana de Parnaíba, o alerta está inserido na previsão para toda a Região Metropolitana.

A Defesa Civil recomenda atenção redobrada porque o solo já está encharcado em algumas áreas devido às chuvas anteriores. Os níveis dos rios também permanecem elevados, o que pode aumentar os riscos durante novos episódios de chuva.

Nessas condições, a ocorrência de chuva forte pode favorecer alagamentos, enxurradas e deslizamentos.

Defesa Civil orienta população durante tempestades

A recomendação é acompanhar os alertas oficiais e evitar áreas de risco durante os períodos de chuva intensa.

A população deve manter distância de encostas, margens de rios e locais sujeitos a alagamentos e enxurradas. Também não é recomendado atravessar áreas inundadas, seja a pé ou de veículo, mesmo quando a água aparentar pouca profundidade.

Durante tempestades, a orientação é procurar abrigo em local seguro e permanecer longe de árvores, postes e estruturas que possam apresentar risco.

Também é importante observar sinais que podem indicar movimentação do solo, como rachaduras em paredes ou no terreno, estalos, inclinação de árvores ou postes e movimentação de terra. Caso esses sinais sejam identificados, a orientação é deixar imediatamente o local e procurar uma área segura.

Como receber os alertas

A população pode receber gratuitamente os alertas da Defesa Civil por SMS. Para se cadastrar, basta enviar o número do CEP para o telefone 40199.

Em situações de emergência, a Defesa Civil pode ser acionada pelo 199 e o Corpo de Bombeiros pelo 193.

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Rio Tietê reduz poluição em 29% na Grande São Paulo

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Carga média de matéria orgânica caiu de 218 para 154 toneladas por dia; trecho entre Santana de Parnaíba e Botucatu também apresentou redução na concentração de poluentes.

O Rio Tietê está transportando menos matéria orgânica ao deixar a Região Metropolitana de São Paulo. Dados da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) mostram que a carga média caiu de 218 toneladas por dia, em 2024, para 154 toneladas por dia em 2026 — redução de 29,4%, equivalente a 64 toneladas a menos diariamente.

A queda foi mais acentuada no último ano. Depois de registrar média de 210 toneladas por dia em 2025, o Tietê chegou a 154 toneladas em 2026, uma redução de 26,7% em apenas um ano. O resultado também ficou 19,8% abaixo da meta de 192 toneladas por dia estabelecida pelo Programa IntegraTietê.

O indicador considera a quantidade de matéria orgânica presente na água e a vazão do rio. As medições são realizadas na barragem da Pequena Central Hidrelétrica Edgard de Souza, em Santana de Parnaíba, ponto que permite avaliar a carga transportada pelo Tietê depois de atravessar a área mais urbanizada da Região Metropolitana.

A matéria orgânica está associada principalmente ao lançamento de esgoto doméstico não tratado. Em excesso, ela pode reduzir o oxigênio disponível na água, provocar odor e prejudicar a vida aquática.

Melhora também aparece no trecho do Tietê que passa pela região

O levantamento da Cetesb mostra que a melhora não está restrita ao ponto de saída da Região Metropolitana. Em aproximadamente 300 quilômetros do Médio Tietê, entre Santana de Parnaíba e a entrada do Reservatório de Barra Bonita, em Botucatu, a concentração média de Carbono Orgânico Total (COT) caiu cerca de 15% entre 2024 e 2026.

A média passou de 14,8 mg/L em 2024 para 14,4 mg/L em 2025 e chegou a 12,6 mg/L em 2026. A redução foi registrada nos 19 pontos monitorados pela Cetesb ao longo desse trecho.

Um dos destaques está em Pirapora do Bom Jesus, onde a redução chegou a 21,9%. Em Botucatu, a queda foi de 37%, enquanto um dos pontos monitorados no município de Tietê apresentou redução de 31,3%.

Os dados também apontam melhora em alguns rios e córregos que deságuam no Tietê. Entre os afluentes de maior área de drenagem estão o Rio Tamanduateí, o Córrego São João de Barueri, o Rio Cabuçu de Cima, o Rio Aricanduva, o Rio Cabuçu de Baixo e o Ribeirão Perová.

Na média ponderada dos afluentes monitorados, a concentração de COT caiu de 26 mg/L, em 2024, para 20,1 mg/L em 2026, uma redução acumulada de 23% em dois anos.

Qualidade da água ainda é desigual

Apesar da redução da carga de poluição, os dados mostram que a recuperação do Tietê ainda está em andamento. O Índice de Qualidade da Água (IQA), calculado pela Cetesb a partir de nove variáveis, é acompanhado em 28 pontos ao longo do rio, desde as cabeceiras até a foz no Rio Paraná.

Na Região Metropolitana, um dos avanços mais expressivos ocorreu no ponto da Ponte dos Remédios. O IQA passou de 15, em 2024, para 23, em 2026. Em Guarulhos, o índice subiu de 17 para 21 no mesmo período. Nos dois pontos, a classificação passou de péssima para ruim.

Em 2026, dos pontos monitorados ao longo do Tietê, 11 apresentam qualidade classificada como boa, 12 como ruim, dois como péssima, dois como regular e um como ótima.

Os números mostram, portanto, uma evolução na qualidade da água, mas também indicam que ainda existem trechos com níveis elevados de poluição.

Saneamento é uma das principais frentes

A recuperação do rio está relacionada a diferentes ações de saneamento e infraestrutura. Segundo os dados apresentados pela Cetesb, desde 2023 mais de 1,5 milhão de domicílios foram conectados à rede de esgoto, beneficiando cerca de 4,5 milhões de pessoas.

No mesmo período, mais de 6,5 milhões de metros cúbicos de sedimentos foram retirados dos rios por meio das ações de desassoreamento. O volume representa 90% da meta de 7,2 milhões de metros cúbicos prevista até o fim de 2026.

O monitoramento dos afluentes também foi ampliado. Em 2023, a Cetesb acompanhava 11 rios e córregos que deságuam no Tietê na Região Metropolitana. Desde 2024, são 30 pontos, quase o triplo. A ampliação permite acompanhar a resposta dos cursos d’água às intervenções de saneamento e identificar onde a redução da poluição começa a aparecer.

A recuperação do Rio Tietê envolve ainda fiscalização ambiental, desassoreamento, recuperação de áreas, monitoramento da qualidade da água e intervenções nas margens. Segundo o levantamento, os investimentos contratados nas diferentes frentes do Programa IntegraTietê ultrapassam R$ 22 bilhões desde 2023.

Para a população da Grande São Paulo, especialmente nos municípios cortados pelo rio ou localizados em sua bacia, os dados mostram uma mudança gradual: o Tietê ainda está longe de ter a qualidade desejada em todos os seus trechos, mas os indicadores de 2026 apontam redução da carga de poluição e melhora em diferentes pontos do sistema.

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Foto: Benjamim Sepulvida/PMB

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Curativo líquido da Unicamp pode reduzir tempo de cicatrização

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Tecnologia forma uma película transparente sobre a ferida em até 45 segundos e reduziu aproximadamente pela metade o tempo de cicatrização em testes pré-clínicos, segundo pesquisadores.

Pesquisadores da Faculdade de Engenharia Química (FEQ) da Unicamp desenvolveram um curativo líquido que forma uma película transparente sobre a ferida em até 45 segundos. A tecnologia foi criada para proteger o local lesionado sem a necessidade de gaze, esparadrapo ou outros materiais convencionais.

Segundo os pesquisadores, ensaios pré-clínicos realizados em animais indicaram uma redução de aproximadamente 50% no tempo de cicatrização em comparação com curativos tradicionais.

O material é aplicado diretamente sobre a região lesionada e, após a secagem, forma uma película que acompanha os movimentos da pele. A proposta pode ser especialmente útil em áreas de articulação, como cotovelos e joelhos, onde curativos convencionais podem causar atrito ou limitar os movimentos.

A tecnologia foi desenvolvida sob coordenação do professor Rubens Maciel Filho, com participação dos pesquisadores André Luiz Jardini Munhoz, Ana Flávia Pattaro e Maria Ingrid Rocha Barbosa Schiavon.

Curativo seca em até 45 segundos

Um dos desafios enfrentados durante o desenvolvimento foi encontrar uma forma de transformar o polímero utilizado na tecnologia em uma solução líquida sem recorrer a solventes tóxicos.

De acordo com os pesquisadores, a solução desenvolvida utiliza um sistema de solventes de origem renovável e não tóxico. Depois de aplicada sobre a pele, a solução seca em até 45 segundos e forma uma estrutura tridimensional que serve como suporte para a regeneração das células.

O polímero também é metabolizado naturalmente pelo organismo, segundo a equipe responsável pelo desenvolvimento. Com isso, não seria necessário retirar manualmente o curativo após sua aplicação.

Outra característica é a resistência à água. A película formada permite que a região seja molhada durante o banho sem a necessidade de retirar ou substituir o material.

Por ser transparente, o curativo também permite acompanhar visualmente a evolução da ferida sem remover a proteção.

Tecnologia ainda passa por etapas regulatórias

A pesquisa foi licenciada exclusivamente para a Dermbio Biotech, empresa criada a partir de pesquisas desenvolvidas na Unicamp. O processo de licenciamento contou com o suporte da Agência de Inovação Inova Unicamp.

A tecnologia já passou por ensaios pré-clínicos in vivo realizados em parceria com a Faculdade de Medicina de Jundiaí (FMJ). Segundo os pesquisadores, os testes indicaram redução de aproximadamente metade do tempo de cicatrização em comparação com os curativos tradicionais.

O produto, porém, ainda não está disponível comercialmente. A Dermbio Biotech trabalha atualmente no avanço das etapas regulatórias exigidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e na estruturação comercial da tecnologia.

Aplicação também pode chegar a animais

Os pesquisadores identificaram ainda potencial de utilização do curativo no tratamento de ferimentos em animais. A proposta considera dificuldades comuns nos tratamentos convencionais, como a retirada de ataduras e o contato dos animais com a área lesionada.

A aplicação prevista é semelhante à planejada para uso humano, com formação de uma película aderente e resistente à água.

Além do tratamento de feridas, o grupo avalia outras possibilidades para a tecnologia, incluindo aplicações em dermocosméticos, recobrimento de implantes e próteses e sistemas de liberação controlada de medicamentos.

O desenvolvimento recebeu financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

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Segunda terá calor e pancadas de chuva em Barueri e região

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Temperaturas chegam a 29°C em Barueri e Santana de Parnaíba; pancadas com trovoadas isoladas são previstas entre a tarde e a noite.

A segunda-feira (21) será de temperaturas em elevação e muitas nuvens em Barueri e cidades da região. A previsão indica pancadas de chuva e trovoadas isoladas entre a tarde e a noite.

Em Barueri, os termômetros devem variar entre 19°C e 29°C. A manhã terá muitas nuvens, enquanto a possibilidade de pancadas de chuva e trovoadas aparece a partir da tarde e permanece durante a noite.

Santana de Parnaíba também terá mínima de 19°C e máxima de 29°C. A previsão é de muitas nuvens pela manhã, com pancadas de chuva e trovoadas isoladas à tarde e à noite.

Em Osasco, a temperatura fica entre 19°C e 29°C. O cenário previsto é semelhante, com muitas nuvens pela manhã e possibilidade de chuva acompanhada de trovoadas durante a tarde e a noite.

Carapicuíba terá mínima de 20°C e máxima de 29°C. A previsão indica muitas nuvens pela manhã e pancadas de chuva com trovoadas isoladas à tarde e à noite.

Veja a previsão por cidade

Em Jandira, os termômetros devem marcar entre 19°C e 28°C, com chuva e trovoadas isoladas previstas para a tarde e a noite.

Itapevi terá mínima de 19°C e máxima de 27°C. A previsão aponta muitas nuvens durante a manhã e pancadas de chuva com trovoadas isoladas ao longo da tarde e da noite.

Em Cotia, a temperatura varia entre 18°C e 27°C. O município também terá muitas nuvens pela manhã e possibilidade de pancadas de chuva e trovoadas isoladas à tarde e à noite.

Cajamar terá mínima de 19°C e máxima de 28°C, com muitas nuvens pela manhã e previsão de chuva e trovoadas isoladas durante a tarde e a noite.

A umidade relativa do ar poderá chegar a 80% na região. Os menores índices previstos variam entre 40% e 50%, dependendo do município.

Com a possibilidade de pancadas e trovoadas, moradores devem acompanhar as atualizações da previsão ao longo do dia, especialmente durante a tarde e a noite.

Veja a previsão nos municípios:

MunicípioMínimaMáximaChuva
Barueri19°C29°CTarde e noite
Osasco19°C29°CTarde e noite
Carapicuíba20°C29°CTarde e noite
Jandira19°C28°CTarde e noite
Itapevi19°C27°CTarde e noite
Cotia18°C27°CTarde e noite
Santana de Parnaíba19°C29°CTarde e noite
Cajamar19°C28°CTarde e noite

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Ônibus com 48 pessoas cai em ribanceira e mata cinco no interior de SP

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Acidente aconteceu na manhã deste domingo (20), na SP-052, em Cruzeiro; vítimas foram socorridas e levadas para a Santa Casa da cidade.

Um acidente envolvendo um ônibus deixou pelo menos cinco pessoas mortas na manhã deste domingo (20), na Rodovia Doutor Avelino Júnior (SP-052), em Cruzeiro, no interior de São Paulo.

Segundo informações preliminares do Corpo de Bombeiros, o ônibus transportava 48 pessoas quando saiu da pista e caiu em uma ribanceira. O acidente aconteceu por volta das 5h15.

A ocorrência foi registrada no trecho da rodovia que liga Cruzeiro a Passa Quatro, em Minas Gerais. Equipes de resgate foram mobilizadas para atender as vítimas.

De acordo com a Prefeitura de Cruzeiro, equipes da Guarda Civil Municipal (GCM), do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), da Defesa Civil e profissionais da rede municipal de saúde e segurança atuaram no atendimento, junto aos demais órgãos envolvidos na operação.

Os feridos foram encaminhados para a Santa Casa de Cruzeiro.

Até o momento, não foram divulgadas informações detalhadas sobre o estado de saúde dos demais passageiros envolvidos no acidente.

As circunstâncias que levaram o ônibus a sair da pista e cair na ribanceira ainda não foram informadas. As causas deverão ser apuradas pelas autoridades responsáveis pela ocorrência.

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Imagem: Reprodução/ABR

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Dra. Regiane defende fiscalização de recursos da educação inclusiva

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Candidata a deputada federal afirma que recursos associados à educação especial devem ser acompanhados para verificar sua aplicação em estrutura, profissionais e tecnologia assistiva.

A candidata a deputada federal Dra. Regiane Souza Neves defende uma fiscalização mais efetiva dos recursos destinados à educação inclusiva. Em publicação nas redes sociais, ela afirmou que os mecanismos de financiamento relacionados à educação especial precisam ser acompanhados para verificar se os recursos estão chegando às estruturas e aos serviços oferecidos aos estudantes.

Segundo Regiane, os recursos devem se refletir em medidas como salas de recursos multifuncionais, capacitação e contratação de professores e profissionais especializados, materiais pedagógicos, tecnologia assistiva e acessibilidade.

O Fundeb é um dos principais mecanismos de financiamento da educação básica e considera, entre outros critérios, o número de matrículas registrado no Censo Escolar. Para 2026, os dados oficiais do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) estabelecem fatores de ponderação específicos para modalidades da educação especial e para o Atendimento Educacional Especializado (AEE).

No caso da educação especial, o fator de ponderação previsto para diferentes etapas é de 1,40, enquanto o AEE também possui fator de ponderação de 1,40 em categorias como educação infantil, ensino fundamental e ensino médio. Esses fatores são utilizados no cálculo das matrículas ponderadas do Fundeb.

A legislação do Fundeb também prevê a possibilidade de dupla matrícula, para fins de distribuição dos recursos, em determinadas situações envolvendo estudantes da educação regular pública que recebem Atendimento Educacional Especializado.

Proposta da candidata

Na publicação, Regiane afirma que a existência de mecanismos específicos de financiamento deve ser acompanhada de fiscalização sobre a aplicação dos recursos.

A candidata defende que os valores destinados à educação inclusiva sejam utilizados para garantir condições adequadas de atendimento aos estudantes, incluindo profissionais especializados, recursos pedagógicos, acessibilidade e tecnologia assistiva.

Regiane também declarou que, caso seja eleita deputada federal, pretende colocar a fiscalização desses recursos entre suas prioridades de atuação.

A posição foi apresentada pela candidata em suas redes sociais durante o período de campanha eleitoral de 2026.

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Foto: Divulgação

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